A individualidade é apenas um estágio; a verdadeira eternidade nasce na conexão
Precisamos sentir que estamos juntos, como os autores do Zohar, o grupo do Rabi Shimon, que só conseguiram finalizar essa grande obra pelo fato de permanecerem funcionando como uma mente única durante 13 anos.
Afinal, como em espelho, o único assunto sobre o qual se escreve no Zohar é a conexão entre nós. Embora descrito em diversas formas e imagens que parecem deste mundo, no Zohar trata-se apenas do trabalho da alma no caminho da reunificação com todas as almas.
Neste momento, cada indivíduo que está desconectado recebe um cordão de salvamento e um suporte vital, como um órgão retirado de um corpo para ser transplantado em outro organismo. Consequentemente, está “à espera de receber um transplante”, sustentado apenas para não descer abaixo da existência animal. Diferentemente dos órgãos que coexistem em um corpo em perfeito equilíbrio, os seres humanos tendem a se perceber isolados dentro de uma realidade coletiva.
No entanto, o que todos almejamos através do trabalho espiritual é ascender a uma força superior que nos unifique e nos eleve a um próximo nível chamado “divino”.
A sensação dessa vida coletiva, todos os órgãos corporais trabalhando com o mesmo propósito de manter a vida, também existe no nível da alma, na conexão com outros seres que buscam a mesma unidade. Assim como o coração ou qualquer órgão vital precisa, antes de tudo, de uma estrutura íntegra e saudável para então se conectar aos outros órgãos num conjunto sincrônico e colaborativo, nós também precisamos aplicar essa lógica em nosso caminho de superação: buscar o nosso maior nível de consciência, para que a conexão com o coletivo traga equilíbrio e harmonia, e não caos.
Nesse contexto, talvez nem sejamos capazes de perceber a existência anterior como uma “vida passada”, porque já não viveremos para sobreviver, mas para sustentar uns aos outros em uma eternidade sem interrupções.
A Luz revelará uma realidade nova e diferente. Nossa vida anterior, no nível animal, nos parecerá extremamente baixa e indesejável. Ela será necessária apenas para absorver os desejos daqueles que ainda vivem em tal estado, como músicos que entram em uma orquestra tocando notas dissonantes, mas que, pouco a pouco, começam a se harmonizar seguindo os princípios da sincronia e da ressonância acoplada.
Uma vez que alcancemos nossa vida espiritual, esse nível inferior deixará de ser necessário, porque todos teremos ascendido a uma dimensão superior, funcionando para um mesmo propósito. Não haverá mais necessidade de clamar pelo “somos todos um”, pois o próprio conceito de individualidade terá perdido sentido.
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Horacio Zabala
Diretor – Escola G.E.R.A.h de Iniciação e Kabbalah

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